Qual o tamanho do amor de Deus?

Qual o tamanho do amor de Deus?


A frase 'Setenta vezes Sete', só aparece duas vezes na Bíblia.

A primeira vez em Gênesis quatro onde Lameque fala das consequências do homicídio, onde cita Caim que matou o irmão Abel, mas que seu erro era Setenta vezes Sete maior pois havia matado dois homens.

Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete.” - Gênesis 4:24

Percorremos toda a Bíblia e só aparece segunda vez no capitulo dezoito de Mateus, onde Cristo está falando sobre a verdadeira humildade, e Ele usa as crianças como modelo a seguir, e depois fala sobre um grande erro, de homens fazerem mal para as crianças puras e indefesas.

Jesus segue seu discurso e começa a falar a parábola sobre o perdão, e diz sobre um homem que foi perdoado pelo seu senhor a respeito de sua divida, quando ia ser vendido ele, sua esposa e filhos, e que o mesmo implorou por misericórdia e o seu senhor o perdoou; mas a seguir, condenou um que lhe devia muito menos.

Jesus continua falando sobre o perdão, tentando mostrar aos discípulos o perfil do caráter de Deus.

Então Pedro pergunta a Jesus se perdoar Sete vezes alguém que pecou contra ele, seria bom?

Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” - Mateus 18:21,22

Pedro citou o padrão divino SETE, descrito nos livros do velho testamento, como um patamar já bem elevado frente aos conceitos humanos tão limitados.

Então Jesus disse que o padrão de Deus, era algo revelado no velho testamento, no descanso sabático da terra, e depois no ano do Jubileu, onde vemos a multiplicação dos Setenta vezes Sete, que totaliza 490 vezes, dias ou anos, acrescido de mais um ano que será o quinquagésimo ano, o ano do Jubileu. Sendo assim, Cristo faz essa conta, e diz a Pedro que sua matemática é 483 vezes maior ou superior a que ele sugeriu.

O perdão está intimamente ligado ao julgamento e juízos que os homens fazem. Jesus nos mostra que só Deus pode atingir esse padrão de Setenta vezes Sete, e vemos que esse é o caminho a buscar ou modelo a alcançar. Jesus diz isso ao fariseu leproso, Simão, quando foi convidado para cear em sua casa:

E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinqüenta. E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais? E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.

E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento. Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados.” - Lucas 7:40-48

Vemos essa matemática divina tambem na profecia das Setenta Semanas, onde falta somente uma semana de Sete anos para selar a profecia, mas aqui temos algo maravilhoso, que o anjo Gabriel nos deixou, que Israel e o mundo todo já gozaram deste perdão que Cristo diz a Pedro, 483 vezes mais.

Desde que os Israelitas deixarem de guardar o descanso da terra, o ano sabático (2Cr. 36:21), e deixaram de guardar os mandamentos, foram para um cativeiro de 70 anos na Babilônia, e desde a saída do cativeiro ate hoje, já se passaram muito mais que 483 anos, que se cumprem exatamente quando Cristo após perdoar a dívida de toda a humanidade, pelo seu precioso sangue, volta ao seu reino e se cumpre esse padrão do perdão divino, 483 vezes maior que Sete, que é uma assinatura elevada da matemática divina nas escrituras sagradas.

Quando em breve, no cumprimento dos 490 anos da profecia, Cristo voltará novamente a terra, mas antes de vir julgar o mundo e todos os poderes, Ele e o Pai, deram quase dois mil anos de chances, misericórdia e graça à toda humanidade, onde ainda a oferta do perdão e salvação está aberta à todos.

Somente hoje eu entendo, através da misericórdia do Pai, os Setenta vezes Sete que Cristo disse a Pedro naquele dia.

Esse padrão ou numero divino de 490 vezes, é o amor ágape de Deus, onde o perdão elevado que Pedro menciona, é muito pouco diante do amor de Deus.

Para entendermos um pouco mais, precisamos ir para o livro de Levítico, onde Deus instituiu primeiro o descanso sabático da terra, que envolve gratidão e adoração a Deus, onde no sétimo ano eles não semeariam, dando um descanso solene à terra; e depois tambem Deus institui a celebração do ano do Jubileu, que é o quinquagésimo ano, que se estende tanto ao povo de Israel, que serão sempre peregrinos na terra, e depois aos jornaleiros, empregados, endividados, estrangeiros, pobres, onde os mais necessitados poderiam ir a cada Sete anos, desfrutar das bençãos da terra sem pagar nada por isso, e ter direito do resgate de suas dividas e resgate da terra, no ano do Jubileu, o quinquagésimo ano.

Disse o Senhor a Moisés, no monte Sinai: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao Senhor. Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo na tua seara não segarás e as uvas da tua vinha não podada não colherás; ano de descanso solene será para a terra. Mas os frutos da terra em descanso vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contigo; e ao teu gado, e aos animais que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento. Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então, no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta vibrante; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta por toda a vossa terra. Santificareis o ano quinquagésimo e proclamareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. O ano quinquagésimo vos será jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele colhereis as uvas das vinhas não podadas. Porque é jubileu, santo será para vós outros; o produto do campo comereis. Neste Ano do Jubileu, tornareis cada um à sua possessão.” - Levítico 25:1-13

Deus vai muito mais adiante, onde diz que o povo deveria restituir as propriedades aos devedores de acordo com os preceitos da lei, perdoando-lhes todas as dívidas, e que os escravos receberiam a liberdade dos seus senhores.

JESUS é o nosso Jubileu, quando Deus fez tudo isso através de sua vida e obra. 

Ele nunca foi contra a ordenança de guardar o sábado e tanto ele, os discípulos e todos os judeus guardavam o mandamento do sábado. Ele permite que os discípulos apanhem espigas no sábado, pois era o tempo previsto no descanso da terra, e isso apontava para sua obra, cumprindo a Palavra de Deus a respeito de tudo que eram figuras, e que agora Deus faz convergir todas as coisas sobre seu Filho. Ele é a nossa Pascoa, quando se entrega como o verdadeiro Cordeiro de Deus, e nos liberta da escravidão do pecado, perdoando todos os nossos pecados. Ele também é o nosso Jubileu de libertação e descanso.

Qual o tamanho do perdão e amor de Deus ?

Se ainda não estamos entendendo até aqui, a Palavra de Jesus Cristo sobre perdoar, então Deus nos lança na imensidão deste amor, quando Pedro cita o Salmo 90, que diz que mil anos para nós é como um dia para o Senhor. Agora o padrão da grandeza de Deus não é mais setenta vezes Sete, mas um dia vezes mil anos, que é a imensa graça do Pai numa nova dimensão do seu grande amor por nós.

Como compreender isso?

Podemos dizer que é a mesma coisa que Deus disse a Abraão, pois sabia que não compreenderia a grandeza daquele chamado, e pediu que ele contasse os grãos de areia da terra, ou contasse o número das estrelas que preenchem todo nosso céu.

Esse é o tamanho do perdão e grande amor de Deus por nós. 




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