A Maravilhosa profecia das Setenta Semanas.

A Maravilhosa profecia das Setenta Semanas.


Quanto à profecia das Setenta semanas, é pura graça e revelação de Deus. Quem não consegue ver ainda com clareza deve buscar sabedoria junto a Deus, conforme Tiago escreve em sua carta. A autora do trabalho de cronologia bíblica do velho testamento, que venho acompanhando, fez e faz um ótimo trabalho, pois segue somente informações dadas nas escrituras referente ao tempo; mas acho que as pessoas erram quando ficam muito na letra, pois "a letra mata" ou cega a nossa visão para vermos a Luz de Deus. 

A profecia é bem clara onde o anjo Gabriel diz que temos Sete semanas (49 anos), mais sessenta e duas (62) semanas, onde é tirado, cortado da terra - o Ungido, o Príncipe, que se refere ao Senhor JESUS. Ou seja, o anjo diz que sessenta e nove (69) semanas se cumprem quando Cristo sai da terra e volta para Seu Reino eterno; e o anjo Gabriel não diz mais nada sobre a ultima semana restante, e apenas nos leva para o último verso vinte e sete (27), onde reside  muita revelação, pois a luz da profecia está nessa última semana. 

Já meditei muito sobre isso e vemos que sem Jesus Cristo, que o anjo chama de Ungido e Príncipe, não existiria a profecia, pois Jesus é tirado no final da semana sessenta e nove (69), apos realizar sua obra de expiação e redenção, oferecido à toda humanidade. Quanto mais meditamos, lemos, relemos e buscamos, mais revelação e luz Deus concede na sua Palavra. Cristo é o centro de tudo, e não só o centro, mas o Alfa e o Ômega. 

Se Ele não viesse lá no final - no segundo bloco de sessenta e duas (62) semanas -  o apostolo Paulo não poderia ter escrito a carta aos Colossenses, pois ele e toda a Igreja na terra tambem não existiriam. Vejamos o que Paulo disse: 

"Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus." - Colossenses 1:15-20

Sendo assim, a profecia das Setenta Semanas não é só para nos informar sobre a reconstrução de Jerusalém e do templo; e nos dizer que esse mover e propósitos de Deus, atravessaria pelos impérios Medo, Persa,  Grego de Alexandre (que em pouco mais de uma década fez conquistas territoriais como ninguém), até chegarmos no império Romano, período difícil para o mundo e para os cristãos, pois neste tempo (quatrocentos e cinquenta anos apos a saída da ordem do rei Ciro), não só houve muita maldade e perseguição aos cristãos, mas a Luz de Deus raiou em  toda terra na pessoa de Cristo Jesus.  

“O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” - Isaías 9:2

Então perguntamos, qual período de tempo foi o mais importante dentro desta incrível profecia ? Certamente todos dirão que foi nas ultimas cinco (5) semanas ou nos trinta e três (33) anos da vida do Messias, o Príncipe dos príncipes.

Pergunto também, como podemos ler e entender tal maravilhosa revelação, se formos acrescentar pelo nosso curto entendimento, mais Sete anos após a ascensão de Cristo?  Não chegamos a lugar nenhum, e se fizermos isso, destruímos a beleza da revelação trazida pelos anjos. 

Cristo inaugura a Igreja na terra, que é chamado de tempo dos gentios, onde a salvação e graça que veio primeiro para os judeus, agora é aberto para todos os povos, por causa da soberania e grande sabedoria do Pai. Vemos que somente Cristo poderia ter feito tudo isso, e também só Ele poderá fechar esse período, que tem inicio e fim para Eles e para o mundo todo. 

A diferença é que não sabemos a data exata do fim deste tempo ou consumação dos séculos (que é o fim deste intervalo entre a semana sessenta e nove, para a semana setenta), que também é a data da volta de Cristo ao mundo. A bíblia diz que ninguém, nem os anjos, sabem o dia e a hora deste evento glorioso.

A profecia tem quatro versos para nós. E no verso 26 diz: “Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.” - Dn. 9:26

A profecia nos mostra um período muito precioso onde Deus está chamando seu povo de volta para seus mandamentos e preceitos de vida, apos setenta anos de cativeiro, e isso acontece após a saída da ordem pelo rei Persa, e temos os santos Zorobabel, Esdras, Neemias e outros que se empenharam nesta linda tarefa. Jerusalém representa a Igreja na terra, e o templo a verdadeira adoração a Deus e ao seu filho, pelo Espírito de Deus, visto que Cristo realiza isso quando morre na cruz, e no evangelho diz que o véu do templo que separava o local dos Santo dos Santos, se parte, ou é resgado de cima abaixo, para que agora, não só judeus, mas todos os povos tenham acesso ao Trono da Graça. 

Então na profecia que foi revelada a Daniel no tempo do primeiro ano de Dario, linhagem dos medos, passamos pelo periodo do governo persa quando o Rei Ciro dá a ordem de saida do povo, e após a conclusão das primeiras Sete Semanas (49 anos), apos a reconstrução dos muros e templo, entramos num vácuo no tempo, onde nasce a filosofia dos Gregos e as barbaridades dos Romanos; e no penúltimo verso fala sobre um príncipe que há de vir e destruir novamente a cidade de Jerusalém e o santuário ou templo. Vemos que a história se repete dentro desta profecia.

Algo maravilhoso nos é revelado aqui, onde a profecia nos mostra duas destruições e duas reconstruções do templo e da santa cidade. Sendo assim, a profecia nos mostra que jamais a salvação residiria sobre sangue de animais ou em templos feitos por mãos de homens, mas somente pelo único e precioso sangue de Cristo, o Ungido.  

“Tito Flávio César Vespasiano Augusto (em latim Titus Flavius Caesar Vespasianus Augustus; Roma, de 39 a 81 d.C.) foi imperador romano entre os anos de 79 e 81.”

Ele era um general, um comandante, que depois se torna príncipe e líder do império Romano. Ele ganhou notoriedade depois desde massacre no ano setenta contra os judeus, no meio de uma politica suja do império, após Nero incendiar Roma anos antes e acusar os cristãos. “O nome Tito é uma variação italiana, portuguesa e espanhola Titus, nomenclatura de uma família romana, derivado do latim ‘titulus’ que significa - título de honra.” Ele tinha títulos e nome bonito, mas nada mais além disso.

Na verdade, o único digno de honra e títulos como ninguém, aqui nesta profecia e na historia do mundo é CRISTO JESUS, que tem honras, titulos, poder, glória como ninguem.

O anjo Gabriel termina a revelação dizendo: “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” - Dn. 9:27

No final do verso 26, o anjo pula para os dias finais, e diz: “...e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.” Isso todo mundo sabe e está se cumprindo diversas profecias diante de nós. E o que falta para selar, se cumprir a profecia  é essa aliança que indiretamente remete a um ato que o anticristo fará em breve. 

Então não é questão de colocarmos palavras na boca do anjo ou manipularmos a Palavra de Deus, mas ter apenas o mínimo de clareza para vermos que estamos dentro do grande intervalo (misericórdia de Deus pelo mundo no Tempo dos Gentios), para os Sete anos finais da profecia, que podemos também dizer que é o complemento da grande obra de Cristo Jesus, visto que toda a Palavra de Deus fala sobre esse ‘Grande Dia do Senhor’. 

No primeiro verso vinte e quatro (24), diz que Deus trará a justiça eterna ao povo de Israel, pois a profecia primeiramente, naquele tempo (600 -530 a.C), era somente para eles, mas hoje é para todos nós, pois todos hoje fazemos parte desta mesma benção, chamado e aliança que Deus começa fazendo lá atrás nos dois mil primeiros anos, de Adão até Abraão. 

Essa extensão das grandiosas bençãos e promessas feitas primeiramente a Israel, e que hoje chegaram a nós, o apostolo João relata claramente no seu evangelho, que a Luz, Cristo, veio primeiro para os seus, mas estes o rejeitaram, permitindo que a graça de Deus através de Seu Filho amado, agora viesse à todos os homens. 

“...Ele (João Batista) não era a luz, mas veio para que testificasse da luz (Jesus), a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu (Israel), e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo (Cristo) se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” - Evangelho Cristo anunciado por João capitulo 1:8-14.

Outra grande revelação é que a obra de Cristo ainda não é totalmente completa, e que isso acontecerá quando Ele no Seu Reino, junto ao Pai, abre esse tempo ou período final de Sete anos, para também selar a visão e a profecia, item que está dentre as seis atribuições dadas ao Ungido, ao Príncipe.

O escritor do livro de Hebreus, que a maioria concorda que deve ter sido Paulo, nos mostra claramente tudo que estou expondo aqui, baseado na maravilhosa profecia das Setenta Semanas e na rica Palavra de Deus. Se fomos ler com calma e atenção, aqui o escritor do livro mostra Cristo assentado à direita de Deus aguardando o momento de descer novamente a terra (Heb.1:13), para acabar sua obra, onde o mundo inteiro será julgado, e Ele reinará por mil anos na terra com os santos que é Israel e a Igreja, o corpo de Cristo. 

“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.  Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.  Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos;  eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste; também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés? Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” - Hebreus 1:1-14

Em toda a Palavra de Deus, e mais especificamente no Novo testamento, Deus usa o apóstolo Paulo, para nos falar desta gloria, honra e majestade de Cristo Jesus. Sendo assim, somente Ele, o único achado digno (Apoc. 5:1-6) no céu, na terra, e debaixo da terra (aqueles que já dormem aguardando a sua vinda), poderá soltar o Tempo final (Apoc. 5:7-14; Apoc.6,7,8:1)  que está nas suas mãos e voltar novamente para cumprir plenamente as profecias dadas ao profeta Daniel e ao apostolo João, assim como é dito em Hebreus capítulo um. Quando Cristo abre o Sétimo Selo a Palavra diz: 

“Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora. Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos. E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto. Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.” - Apoc. 8:1-6

Ou seja, Quando Cristo abre o ultimo selo é o momento onde Deus está respondendo e atendendo as orações e suplicas da Igreja na terra. Neste bloco de Sete Selos (como nos outros dois blocos seguintes) nos revela os juízos, julgamentos de Deus, sua intervenção na terra e o estabelecimento do Reino Milenar de Deus com os homens, cumprindo a oração do Pai nosso ensinada pelo Senhor Jesus.  

Então vemos a maior revelação da profecia, quando ela nos leva para o segundo estágio desta linda profecia que começa com a vinda do anjo Gabriel lá na Babilônia para relatar a Palavra a Daniel, e agora no intervalo da profecia, no tempo da graça, tempo da igreja ou era cristã, Deus continua concedendo suas revelações, quando o apostolo João é levado em espirito ate o Reino de Deus; e o próprio Senhor Jesus tinha dito sobre isso aos discípulos quando estava aqui com eles. E Por que digo que aqui há mais luz e revelação? Pois lendo e relendo a Palavra de Deus, percebemos pela misericórdia do Pai, que a revelação do Apocalipse se dará e se cumprirá em Sete Anos, que é exatamente a Septuagésima Semana da profecia dada à Daniel.  

Sete Selos, Sete Trombetas e Sete Taças, ocorrerão dentro de exatos Sete anos. E agora, a revelação  de Cristo diretamente ao seu único apostolo ainda vivo na terra, não poderia se cumprir jamais em catorze ou vinte e um anos; mas os três blocos de Sete do livro do Apocalipse, são os eventos que ocorrerão dentro da Septuagésima Semana, no término ou conclusão da profecia das Setenta Semanas. 

“Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. […] Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.” - Apoc. 5:12,13

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