O TEMPO DA ERA CRISTÃ.

O TEMPO DA ERA CRISTÃ. 


A grande profecia das Setenta Semanas, descrita no livro do profeta Daniel, podemos separar em dois, três e quatro períodos distintos.

“24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.”

O primeiro verso nos apresenta a visão completa da profecia, onde está a poderosa revelação de JESUS CRISTO como o Cordeiro de Deus, como Salvador da humanidade, como nosso Sumo Sacerdote diante do Pai, e como o único que poderia cumprir ou realizar estes seis itens descritos no início da profecia.

Os três itens iniciais Cristo realiza na primeira vinda ao mundo, quando morre, ressuscita dentre os mortos e sobe de volta para seu Reino eterno. Após seu sacrifício o mundo recebe o Espírito Santo e temos o inicio da Igreja ou cristianismo na terra, se cumprindo diversas profecias sobre essa primeira vinda do Messias.

Os três itens restantes também somente Cristo poderá realiza-los, e fará isso abrindo o primeiro selo do livro, iniciando a Semana Setenta, e no final do Juízos de Deus, Ele volta para trazer a justiça eterna, selar a visão e a profecia e ungir o Santo dos Santos. Na sua volta ocorre a primeira ressurreição dos mortos e arrebatamento dos cristãos na terra.

Se fomos dividir a profecia em dois períodos, seriam os dois adventos de Cristo. Ou seja, desde a libertação do cativeiro babilônico, ate a ascensão de Cristo ao céu após sua obra de redenção dos homens; e depois a segunda vinda de Cristo no término da Semana Setenta.

Se for dividido em três períodos, seria desde a libertação do cativeiro Babilônico, ate a ascensão de Cristo ao céu após sua obra de redenção dos homens. Depois temos o maior período, o tempo do Gentios ou Era Cristã, e por último, a segunda vinda de Cristo, no término da Semana Setenta.

E dividindo em quatro períodos, como exposto abaixo, separamos, o segundo período citado de Sete Semanas, como o tempo de restauração de Jerusalém, em quarenta e nove anos.

Para os salvos em Jesus o primeiro verso, se cumpre em parte, mas para Israel, os seis itens ainda estão pendentes, e o próprio Cristo na sua segunda vinda irá cumprir estes itens restantes tanto para a Igreja e para Israel.

- PRIMEIRO PERÍODO.

“25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.”

Inicialmente esse tempo vai desde a saída do cativeiro da Babilônia ate a reconstrução de Jerusalém, que são Sete Semanas ou quarenta e nove anos (Sete vezes Sete anos), nos mostrando a restauração de Israel.

Aqui vemos a restauração de Israel em tempos angustiosos, mas também vemos a Chegada de Cristo ao mundo e início de sua gloriosa obra, onde o mesmo fecha o tempo de sessenta e nove semanas. O verso 25 diz: desde a saída da ordem [...] até o Ungido, Cristo. É muito interessante, não diz desde a saída da ordem até o termino da restauração de Israel. Apenas que no início deste período de sessenta e nove semanas, é a saída da ordem para a reconstrução de Jerusalém.

- SEGUNDO PERÍODO.

“25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.”

Ainda estamos dentro do verso vinte e cinco. E vamos agora para este tempo bem mais longo, de quatrocentos e trinta e quatro anos (sessenta e dois vezes Sete anos), que vai do fim do período de quarenta e nove anos da reconstrução de Jerusalém,  tempo pós cativeiro, até a vinda do Príncipe, o Ungido, e começo da era cristã, também chamado Tempo dos Gentios. Ele morre, ressuscita e ascende aos céus, terminando a segunda parte, que na profecia, soma as sete semanas com mais sessenta e duas semanas, que totalizam sessenta e nove semanas, ou quatrocentos e oitenta e três anos. Sessenta e nove semanas se cumpriram.

“26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.”

O verso vinte e seis está dentro deste segundo período, onde a profecia nos diz que Cristo já subiu aos céus e não está mais na terra.

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade.” - Atos 3:19-21

Também revela pouco à frente, no ano setenta, a destruição rápida do templo e cidade de Jerusalém pelo império Romano. Neste verso temos algo extraordinário, onde a profecia diz que até o fim haverá guerra, desolações são determinadas, mostrando primeiro que desde o ano Setenta da Era Cristã até a volta de Cristo, Jerusalém estará envolvida em disputas e guerras. Ou seja, podemos ver  claramente, a união de dois números idênticos, do ano Setenta da invasão do general Tito, até a Semana Setenta da profecia, nos dias finais.

-  TERCEIRO PERÍODO.

Aqui temos um mistério e também muita revelação, onde ocorre o maior período de tempo na profecia, que é o Intervalo entre a semana sessenta e nove, até o início da Semana Setenta que ainda não foi aberta. Hoje, em maio do ano dois mil e vinte um, temos um intervalo de mil novecentos e oitenta e nove anos.

Por que este tempo foi pausado ou interrompido quando o Ungido, o Príncipe dos príncipes é tirado da terra? 

Aqui está sendo revelado o tempo que Deus vai inserir a IGREJA no mesmo chamado e benção prometida no patriarca Abraão.

“É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.” - Gálatas 3:6-9

O anjo Gabriel não fala nada disso, mas é a revelação que Deus estenderá sua salvação para todo o mundo. Paulo fala disso claramente na sua carta aos cristãos de Roma capitulo onze.

Esse tempo é Deus gerando e trazendo a Igreja, o Cristianismo, para relatado dentro da profecia das Setenta Semanas.

Os gentios não são os ramos naturais da Oliveira, mas Paulo diz que todos os povos além de Israel (os ramos naturais), são Zambujeiros, enxertados na Oliveira verdadeira, que é Deus.

O apóstolo João disse a respeito de Jesus:

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas (aqui entramos nós pela maravilhosa misericórdia e graça de Deus, que foi revelado na profecia das Setenta Semanas), a todos quantos o receberam (gentios), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” - João 1:11-13.

Muitos desconhecem, mas Deus determinou um nome e prazo para esse período. Estamos a poucos passos para Deus soltar os ponteiros deste tempo que irá concluir todas as coisas e profecias da Palavra de Deus.

Nestes últimos dias Deus está esperando o homem se definir, neste período pré-determinado.

Quando Cristo abrir em breve, o Primeiro Selo no seu Reino, é solto os ponteiros do seu relógio, e o mundo inteiro terá apenas Sete Anos, que é a Septuagésima Semana da profecia.

Jesus abre e fecha esses tempos ou períodos. Ele realiza a Consumação dos Séculos (Mt.13:40,49; Mt.28:20), ou fim do Tempo dos Gentios, quando  volta para resgatar sua IGREJA.

Deus determinou um período para a salvação dos povos, e aguarda o termino deste tempo, dando oportunidade imensa a humanidade, pelo grande sacrifício e obra de Jesus Cristo.

A profecia mostra que só Cristo poderia ter salvo a humanidade, pois João batista quando o vê diz:

“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”- João 1:29.

Essa grande obra Ele já realizou na sua primeira vinda. Agora, também somente Ele poderá vir e selar a visão e a profecia.

Jesus é a chave para tudo, e sem Ele nada seria resolvido. Ele gera a Igreja, o cristianismo com seu sangue, sua vida, e agora irá fechar, selar a profecia. É maravilhoso, pois em Apocalipse, João chorava, mas:

“Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.” - Apocalipse 5:5.

Não é o governo do anticristo, o aquecimento global, a corrupção, o aumento da população, ou a unificação dos povos, que fará Deus agir, intervindo novamente aqui, mas somente a sua vontade, para o louvor da sua glória. Tudo já foi pré-determinado e revelado aos profetas. Não existem falhas, fracassos desde o inicio da criação, pois lá no jardim do Éden já nos é revelado a obra magnifica de Jesus Cristo.

Não foram dois, vinte ou duzentos anos de tolerância e bondade, mas são quase dois mil anos que Deus está concedendo sua graça  à todos. Quanta misericórdia, paciência e amor revelado ao mundo !!

- QUARTO PERÍODO.

“27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.” - Daniel capítulo 9:24-27.

Nesse verso vemos o final do grande intervalo de quase dois mil anos da profecia, e temos o início da Septuagésima Semana. No termino profecia, se abre o Reinado Milenar de Cristo na terra com os santos.

Quando Cristo abrir o primeiro selo do livro com Sete Selos, descrito no capítulo seis de Apocalipse, seus eleitos verão o início do última semana, que está profetizado como: “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana.”

O anticristo fará firme aliança com muitos por Sete anos, pois a profecia diz que ocorrerá guerras até o fim; e nesta falsa aliança de paz, é solto o período da última semana pendente.

Tudo descrito no livro de Apocalipse ocorrerá nestes Sete anos. E esse tempo não será só para ISRAEL como muitos pensam, mas será para todo o mundo.

Esse é o tempo mais curto da profecia, chamado de: Fim do Tempo dos Gentios e também da Era Cristã; A consumação dos séculos; A Septuagésima Semana; e o início do Juízo de Deus, onde termina a profecia dada ao profeta Daniel.

“E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” - Lucas 21:24

No verso de Lucas acima, Cristo cita os três anos e meio finais, a grande tribulação, que se inicia após a última invasão dos gentios à terra santa, ou seja, onde a última semana termina ou se completa.

Não creio hoje que o final do tempo dos gentios, também será o final do Tempo da Graça, pois a terra e a civilização Adâmica não será extinta, como no dilúvio, mas o próprio Senhor JESUS reinará na terra junto com os santos, e logicamente com todos os homens que restarem na terra após o termino da Grande Tribulação. Aqui é um grande marco na história, pois começará um tempo nunca visto antes, onde teremos os santos na terra com novos corpos, agora imortais (como foi no início no Jardim do Éden), junto com os homens descendentes de Adão e Noé, que seguirão por mais mil anos.     

Podemos ver pela fé que a revelação de CRISTO dada ao apostolo João no final do primeiro século da Era Cristã, é a continuação das profecias de Daniel, e em especifico a das Setentas Semanas. Deus nos concede muita luz quando conseguimos ver o alinhamento perfeito entre estes dois homens de Deus, e suas mensagens.


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