OS TRES TEMPOS DE DOIS MIL ANOS

OS TRES TEMPOS DE DOIS MIL ANOS


Temos três períodos de tempos distintos na história, que irei chamar aqui de três períodos de dois mil anos.

- O Primeiro Tempo - De Adão até Abraão.

Aqui temos a criação do primeiro homem Adão, e vamos até o chamado de Abraão. Chegamos em mil e seiscentos anos da criação e estamos no tempo de Nó, onde Deus envia o diluvio, e continua a criação a partir de oito pessoas que escaparam na arca. Mais a frente temos a construção da Torre de Babel, a desobediência, a idolatria, a rebeldia aumenta, e então ocorre a divisão de línguas e a dispersão dos povos que ali estavam. Seguimos até Abraão, para completar o primeiro período de dois mil anos aproximadamente. Os três tempos não são de dois mil anos exatos, mas são três tempos muito próximos de dois mil anos, por isso estou aqui dividindo a história em três tempos aproximados. Também estou fazendo essa exposição, pois creio que Cristo volta no final dos seis mil anos desde o primeiro dia da criação, e após o seu triunfo pleno, reinará por mil anos na terra, que é o sétimo dia ou sétimo milênio.

- O Segundo Tempo - De Abraão até Cristo.

Depois temos outro período incrível onde Deus chama um povo para si na terra, em Ur dos Caldeus, que vai de Abraão ate Cristo, o tempo da lei e dos profetas, que passa pela fome de sete anos, que levou Jacó e seus filhos para a terra do Egito. Mais a frente, após quatrocentos anos, e agora escravos no Egito, temos o chamado de Moises e Arão; A celebração da primeira Páscoa; O primeiro templo móvel no deserto; a divisão das doze tribos no deserto, compondo agora um exército numeroso; a peregrinação longa no deserto, ate chegarmos à posse da terra prometida com Josué.

Depois vem o tempo dos juízes, que termina em Samuel, o ultimo juiz e também como profeta, inicia o tempo dos profetas, que vem a seguir. Samuel unge os dois primeiros reis, Saul e Davi. Por último, na monarquia de três reis, que reinam por quarenta anos cada,vem Salomão, filho de Davi, e constrói o primeiro e grande templo físico.

Depois de sua morte, vem o reino dividido do norte e do sul. Esse tempo curto, Israel entra em outra decadência, ate vir o império Assírio e tomar a terra das dez tribos do norte. Pouco mais a frente, temos na terceira investida militar, o cerco e invasão de Jerusalém pelos Babilônicos, e entramos na primeira diáspora, que duraria setenta anos. Ai temos a incrível profecia das Setenta Semanas, que é dividida em três partes.

A primeira parte é de quarenta e nove anos (Sete vezes Sete anos), nos mostrando a restauração de Israel, templo e muros.

A segunda parte, bem mais longa, de quatrocentos e trinta e quatro anos (sessenta e dois vezes Sete anos), nos leva até a vinda de Jesus Cristo e o começo da era cristã. Ele morre e ressuscita e ascende aos céus, terminando a segunda parte e a soma de sessenta e duas semanas, mais sete semanas, que totalizam sessenta e nove semanas ou quatrocentos e oitenta e três anos.

A última ou a terceira parte da profecia das setenta semanas, será de apenas Sete anos (uma semana de Sete anos), que é a septuagésima semana da profecia. Quando Cristo abrir o primeiro selo, descrito no primeiro verso do capítulo seis de Apocalipse, Israel e o mundo inteiro verá o início do último e terceiro tempo. Ou seja, esta última parte ou tempo de sete anos está nas mãos de Deus desde que Cristo completa parte de sua obra e volta para o Pai, há dois mil e vinte e um anos atrás.

- O Terceiro Tempo - Do nascimento de Cristo até sua segunda vinda.

Esse tempo começa com a primeira vinda de Cristo. Morte, ressurreição e ascensão. Então se fecha o tempo de quatrocentos e oitenta e três anos (sessenta e nove vezes Sete anos), da profecia das Setenta Semanas, e Cristo está agora no seu Reino Eterno junto com o Pai.

Cristo depois aparece ao apostolo João, quase no final do primeiro século da era cristã, quando o mesmo é arrebatado em espírito, e então o Senhor fala com ele, e manda mensagem às Sete Igrejas da Ásia menor, hoje Turquia, narrado no livro de Apocalipse, no capitulo dois e três. Cristo está mandando uma mensagem direta dele para todos os cristãos que haviam no mundo na época, figurado aqui pelas Sete cidades localizadas na Turquia, logo acima de Israel, pois já tinha ocorrido a destruição de Jerusalém pelo império Romano no ano setenta, seguido por uma grande dispersão e perseguição aos cristãos.

Hoje, no século vinte e um, no ano dois mil e vinte e um, estamos agora bem próximos do final do tempo dos gentios, pois a mensagem não é só para Sete localidades, cidades com cristãos que viviam naquela época, mas é para toda a Igreja na terra, desde o final do primeiro século (quase dois mil anos atrás), quando João recebe a mensagem, até a segunda vinda gloriosa de Cristo, que será muito em breve.

Agora estamos a dois anos antes de completar dois mil anos, após a ascensão do Senhor, e também bem próximos do que a Bíblia chama de Consumação do Século.

Hoje, no ano de dois mil e vinte e um, estamos muito próximo do final da Consumação do Século, ou Séculos, dependendo da tradução.

“Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século.” - Mateus 13:40

“Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos,” - Mateus 13:49

“E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” - Mateus 28:20

Cristo está dizendo nos textos acima aos discípulos, que esse tempo termina quando Ele vem novamente e resgata seus filhos na terra.

Esse tempo também é referido como o Tempo dos Gentios.

Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor, dia nublado; o tempo dos gentios ele será.” - Ezequiel 30:3

“E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” - Lucas 21:24

No segundo verso do evangelho de Lucas, Cristo se refere ao final da grande tribulação, após a última invasão dos gentios à terra santa, onde esse período de tempo se completa.

Esse tempo terminará com a volta do Senhor, e Ele mesmo completará esse  tempo, que ilustro aqui, como terceiro período de dois mil anos.

Quando completa a semana sessenta e nove da profecia das Setenta Semanas (Setenta vezes Sete anos), Cristo inaugura esse novo tempo chamado era cristã, a após trinta e três anos, cumpre sua obra inicial, e sobe para o Pai, e aí começa esse novo período que também podemos chamar de tempo da Igreja ou tempo da graça.

Na versão Almeida Revista e Corrigida diz:

“Consumação deste mundo,”- Mateus 13:40.

“E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à Consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.”- Daniel 9:27

E diz, “e isso até à Consumação,” mostrando claro que é um período de tempo que tem começo e fim.  

É extraordinário a Palavra de Deus. Jesus na sua primeira vinda, inaugura esse tempo. E agora, bem mais próximos ao fim dos tempos dos gentios, somente Ele, que é digno, solta esse tempo de Sete anos, e também vem novamente no final, onde irá concluir tudo, e fechar esse período pré-determinado.

A consumação do século olhando para dentro, ou pela ótica do livro de Apocalipse, é praticamente quando termina o capitulo dois e três, com Cristo falando com as Sete Igrejas, e esta mensagem é muito atual, e continuará sendo ate a volta do Senhor. Exatamente aqui, após o tempo que Cristo se dirige a sua Igreja, pela revelação de Apocalipse, termina o tempo ou período pré-determinado, e começa outro, que serão os Sete Anos finais.

Sendo assim, a transição destes dois tempos se dão quando se completa a pregação do evangelho e o término do tempo chamado também de tempo da graça, pois o livro está nos mostrando que quando Cristo toma o livro selado, praticamente termina ou está se fechando a porta do tempo da graça, e o mundo inteiro entra agora num período curto de Sete anos, como o tempo do juízo de Deus.

Agora eu entendo porque não vemos mais falar de Igreja, pois começa o tempo do Juízo, e Deus volta então a dar continuidade a uma profecia importantíssima na Sua Palavra, que não se cumpriu ou fechou. Cristo é a  chave mestra nesta profecia, pois sem Ele não teríamos como vê-la se cumprir. Tambem podemos dizer que esta profecia nos revela que Deus incluiria todo o mundo, povos e nações, dentro da obra de sua salvação; por isso Deus diz a Abraão lá atrás:

“E em tua semente serão benditas todas as nações da terra.” - Gn.22:18

Cristo traz a salvação e a graça ao mundo, completa sua missão inicial, mas pela Palavra de Deus, proferida pelo anjo Gabriel, somente o único Filho de Deus, agora glorificado no seu Reino, poderá dar sequência a maravilhosa profecia. Cristo é o primogênito de Toda criação de Deus. Tudo desde a criação ate sua vinda convergia nesses quase quatro mil anos na pessoa dele. Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é o verbo de Deus, e tudo funciona por meio dele. Deus se faz homem, e mostrou-se agora como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele vence tudo, e agora também é o primogênito dentre os mortos, abrindo caminho, e após ressuscitar diz aos apóstolos:

“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.” - Mateus 28:18

Cristo faz várias recomendações maravilhosas para sua Igreja no começo do livro, e na última localidade Laodiceia, diz que está à porta e bate, esperando que lhe escutem, e abram a porta. Jesus fala a mesma frase para cada uma das Sete Igrejas:

“Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

O capitulo quatro é a transição para o tempo dos Sete anos do juízo de Deus, que antecedem o Grande Dia do Senhor anunciado pelos profetas.

A mensagem toda de Apocalipse é para sua Igreja, hoje espalhadas em toda a terra. Quando Jesus morre na cruz, diz que o véu do Santo dos Santos é rasgado de cima abaixo, ou seja, a partir daquele momento, o homem só pode ir ate Deus pelo sangue e obra magnifica de Jesus Cristo.

Do capitulo cinco de Apocalipse ate o final, na verdade é Cristo mostrando a toda sua Igreja, as coisas que irão acontecer no futuro. Para entendermos a mente de Deus, devemos conhecer a vida do profeta Daniel, pois a partir deste momento, do capitulo cinco em diante, é a continuação da profecia das Setenta Semanas, dita pelo anjo Gabriel ao profeta (Daniel 9:24-27) na Babilônia, onde Cristo nos revela como tudo ocorrerá nestes Sete anos finais, por isso lá no começo do livro diz:

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.” - Apocalipse 4:1

Quando Cristo diz a Igreja de Filadélfia lá no capitulo três:

“Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.”- Ap. 3:10.

Essa provação que Ele irá guardar, que há de vir sobre o mundo inteiro, não é nada que passou, mas Ele está se referindo aos Sete anos finais, e mais especifico ainda, aos três anos e meio finais.

Ele guardou os hebreus da provação forte, devastadora que veio sobre o Egito (que para nós simboliza o mundo), permitindo que seu julgamento físico, visível, viesse somente sobre os Egípcios e sobre as potestades espirituais. Assim como o Senhor guardou o seu povo na terra de Gósen, guardará aqueles que nele confiam, e que estarão aqui neste momento descrito na Palavra.

Não podemos ter a ideia errada que Deus só fala com a Igreja nos capítulos dois e três, e que depois não fala mais. Essa noção é um erro. Jesus na verdade continua sua revelação à toda sua Igreja na terra, mas agora, Ele se volta para a Septuagésima semana que começa a partir do capitulo cinco, e vai ate o final, que diz respeito ao povo de Israel e a santa cidade (Dn.9:24). Quando entramos no capitulo cinco, e Cristo pega o livro selado, nos mostra que falta apenas Sete anos para Consumação do século, ou fim do tempo dos gentios.


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