Espada de dois gumes.
Espada de dois gumes.
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais
cortante do que qualquer espada de dois gumes, e
penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta
para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” – Hebreus 4.12
O Precioso Evangelho que é a própria pessoa do Senhor Jesus, que
veio e se fez homem, e tem duas linhas distintas que são o fundamento da sua vida
e mensagem.
O primeiro fundamento forte, é JESUS como a verdadeira LUZ que veio ao mundo. O apóstolo João nos mostra isso logo no início de seu testemunho.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e
o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas
foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A
vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e
as trevas não prevaleceram contra ela.” – Evangelho João 1:1-5.
Quem quiser, ler os primeiros cinco versos do livro de Genesis, e
verá uma forte ligação entre eles, apesar da distância de quase quatro mil
anos.
Aqui está a base mais sólida para quem quer entender e viver a
mensagem do único filho de Deus, ou seja – “Ele é a Luz do mundo”. Jesus disse exatamente
isso depois, e João nos mostra isso no capitulo 8. Nesse capitulo, os
religiosos trazem uma mulher pega em adultério, e colocam ela diante de Jesus e
do povo, citando a Lei e Moisés, com pedras nas mãos e prontos para começar o
massacre. Jesus não podia ir contra a Lei e Moisés, e com uma simples pergunta
mandou todos embora. O que ocorreu de fato ali? A luz de Cristo raiou naquele
lugar, e todos ficaram confundidos e envergonhados, saindo um por um do local
que escolheram para executar a pecadora, e tentar o filho de Deus. Ele disse
que tinha autoridade dada por Deus para julgar, mas que essa não era sua meta,
mas salvar e resgatar o perdido, o doente e aflito. Exatamente depois desse
evento, Ele diz às pessoas ou multidões: “De novo, lhes
falava Jesus, dizendo: Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas
trevas; pelo contrário, terá a Luz da vida.” – João 8.12
Em todos os quatro evangelhos que narram a vida publica de Jesus,
que foram de três anos e meio, teremos essa condicionante para podermos
adentrar nas riquezas da sua missão e obra.
1) Tocando e vendo Deus pela
Luz do Salvador. Veremos muitas curas de cegos, que saíram da escuridão do
pecado para ver Jesus, a Luz do mundo. Essa é a Luz que todos necessitam. Vemos
também no outro extremo, muitos homens cheios de religiosidade, alegando terem
autoridade, poder, conhecimento do judaísmo, fazendo incontáveis perguntas,
acusações, se auto justificando, mas que NÃO viam nada diante deles; não
somente os fariseus, mas autoridades políticas como Herodes e Pilatos. Nessa
vida publica curta do filho de Deus existia sempre duas linhas: Os que viram a
verdade, a liberdade, salvação e verdadeira vida, e do outro lado, que por
vários motivos, os que não viram o maior presente dado graciosamente por Deus ao
mundo.
2) Só Jesus pode resgatar, atrair, perdoar, curar e conceder vida
eterna, pela misericórdia e grande graça de Deus. A capacidade de nascer de
novo, vem pelo dom da Fé, que é dado gratuitamente a todos aqueles que foram
eleitos na soberania do Pai, antes da fundação do mundo, e isso não é por
capacidade ou mérito nenhum do ser humano, por melhor que sejam. Ele vem
cumprir tudo que já estava escrito e profetizado a seu respeito.
Somente Jesus é o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo. É
muito claro que num único sacrifício feito naquela cruz, Ele levou sobre si e pagou
pelos pecados de todo mundo, e não haverá jamais nenhum outro sacrifício e
oferta a Deus, que possa nos resgatar da perdição do pecado e da morte eterna. Também
Ele se torna o único mediador capaz e eficaz entre nós e Deus, ou seja, Ele
agora é nosso grande Sumo Sacerdote diante do Pai. Vemos que Cristo vivia atrás
dos aflitos, doentes e pecadores, por isso os evangelhos é um maravilhoso
relato de um Galileu que vivia agora para libertar o homem da dor, do
sofrimento, de prisões físicas e espirituais; incontáveis cegos, leprosos, coxos,
aleijados, surdos, mudos, endemoninhados, ladrões, adúlteros, prostitutas, e
todos que eram julgados como escória da sociedade. Por isso muitos não
conseguiam ver o perfil do Messias prometido, Rei e Senhor na pessoa simples,
mansa e humilde de Jesus Cristo. O legítimo filho de Deus, sabe que fazia parte
dessa grande multidão de perdidos, mas abençoados, onde Ele olhou para nossa miséria
e cegueira, nos transportando para um reino espiritual de paz, amor e vida
eterna, através do Espírito Santo, o Consolador.
3) Não temos o direito de julgar, acusar, condenar, rogar injurias
e maldições sobre ninguém. Não pode existir no coração do cristão qualquer arrogância,
que lhe torne superior aos outros, ou soberba que auto se justifique, julgando-se
merecedor da graça e salvação de Deus.
Jesus disse: “Porque assim como o Pai tem
vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E
lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem.” – João 5:26,27.
Ele somente tinha esse direito, mas não usou, pois veio para
salvar. Disse também: “Não julgueis, para que não
sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis
julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por
que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está
no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o
argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira
primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro
do olho de teu irmão.” – Mateus 7:1-5.
Sendo assim, para viver com Deus, esses três primeiros itens
citados aqui, todos temos que aceitar para viver a real vida da Fé. Se não
vemos a Luz, não sabemos quem é Jesus; consequentemente não seremos salvos, e
estaremos sujeitos a viver como todos que nestes dois mil anos não conheceram a
verdadeira Luz do mundo; e também podemos estar cometendo pecado sobre pecado,
numa vida de arrogância, julgamentos constantes ao nosso próximo, pobreza e
cegueira espiritual.
Não existe meio termo ou um muro para ficarmos entre os dois
extremos. Muitos cristãos são salvos, vivem uma vida nova, alegre, cheia de
frutos, mas se não tomarmos cuidado, corremos todos o risco de nos afastar
desses princípios básicos da vida cristã. Se queremos saber de fato se estamos
caminhando com Cristo, na sua obra extremamente completa, precisamos ver se
estamos livres do fermento dos Fariseus, assim como Ele alertou seus próprios discípulos.
Posso escrever aqui mais cem páginas, mas só isso é necessário para entender
que estar em comunhão com Deus, é preciso Luz, humildade, submissão e adoração sincera
ao Senhor, e assim teremos uma vida e coração aberto, para Cristo continuar sua
obra de santificação, que começou um dia em cada um de seus filhos.
Cristianismo é viver como Ele viveu, cheio de compaixão e amor pelo próximo; é ver
plenamente que sua obra só ocorreu em nós, por causa de sua infinita graça,
perdão e misericórdia, e assim firmado na sua Palavra, posso olhar para o mundo
a minha volta, e testemunhar cheio de alegria e gratidão, seu grande amor.
“Posto que miríades de pessoas se aglomeraram, a ponto
de uns aos outros se atropelarem, passou Jesus a dizer, antes de tudo, aos seus
discípulos: Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Nada há
encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido. Porque
tudo o que dissestes às escuras será ouvido em plena luz; e o que dissestes aos
ouvidos no interior da casa será proclamado dos eirados. Digo-vos, pois, amigos
meus: não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu,
porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar,
tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer. Não
se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento
diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos
contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais. Digo-vos
ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem
o confessará diante dos anjos de Deus; mas o que me negar diante
dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” – Lucas 12:1-9.
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